Nossa História

A história do associativismo militar em Alagoas é marcada por uma transição profunda: de uma estrutura assistencialista para uma atuação de vanguarda política e jurídica. A trajetória que leva da antiga ACS ALAGOAS (Associação dos Cabos e Soldados de Alagoas) até a atual AMEAL (Associação dos Militares do Estado de Alagoas) é o reflexo de décadas de mobilização da categoria.

SURGIMENTO

ACS ALAGOAS

A FUNDAÇÃO

A Associação dos Cabos e Soldados surgiu em um contexto onde as praças (soldados, cabos e sargentos) possuíam pouquíssima representatividade perante o Comando Geral e o Governo do Estado.

FOCO INICIAL

Originalmente, a entidade funcionava como um braço de apoio social, oferecendo assistência jurídica básica, auxílio funeral e convênios médicos simples.

LIMITAÇÕES

Durante o período de forte influência do regulamento disciplinar arcaico, a voz das praças era silenciada pela hierarquia rígida, o que tornava as negociações salariais quase inexistentes.

A mudança de nome e estatuto para AMEAL não foi apenas estética. Ela representou uma modernização administrativa e uma ampliação do escopo de atuação.

  • Identidade Unificada: A transição buscou unir não apenas cabos e soldados, mas consolidar a força dos militares estaduais sob uma sigla que projetasse maior peso político.

  • Profissionalização: Com a AMEAL, a estrutura jurídica tornou-se mais robusta, passando a questionar judicialmente atos administrativos do governo e lutando por direitos que iam além do soldo, como as condições de trabalho e a saúde mental do policial.

A história dos militares em Alagoas é pontuada por episódios de resistência que ganharam repercussão nacional. As “batalhas” pelo reajuste salarial e pela dignidade da carreira muitas vezes levaram a categoria ao limite.

A Greve de 1997 e o “17 de Julho”

Embora a greve militar seja um tema complexo constitucionalmente, o ano de 1997 foi um divisor de águas. Militares e servidores civis se uniram contra o atraso de salários que chegava a meses. O cerco à Assembleia Legislativa em 17 de julho de 1997 resultou na queda do então governador Divaldo Suruagy. A AMEAL e outras entidades de classe foram fundamentais para dar suporte logístico e voz aos praças que não aguentavam mais a fome e o descaso.

A Luta pelo IPCA e a Paridade

Mais recentemente, as batalhas se deram no campo das perdas inflacionárias. A AMEAL destacou-se por:

  • Mobilizações na Praça dos Martírios: Protestos constantes cobrando o cumprimento da data-base e o repasse do IPCA.

  • Unidade de Classe: A formação de blocos com outras associações (como a ASPRA) para evitar que o governo negociasse de forma fragmentada, enfraquecendo o movimento.

Ao longo dessa evolução histórica, os benefícios deixaram de ser apenas “auxílios” para se tornarem conquistas estruturais:

  • Apoio Jurídico Especializado: Defesa em processos administrativos e criminais decorrentes do exercício da função, algo vital para o praça.

  • Implementação de Subsídios: A transição do antigo sistema de soldo e gratificações para o sistema de subsídio, trazendo maior clareza e segurança jurídica à remuneração.

  • Promoções: Pressão constante para a atualização do quadro de promoções, garantindo que o soldado não passasse 20 anos na mesma graduação por falta de vagas.

  • Saúde e Lazer: Manutenção de centros de lazer e convênios de saúde de alta qualidade, suprindo lacunas que o Estado muitas vezes deixa abertas.

a) Promover, dentro da ordem, do respeito às leis e acatamento às autoridades constituídas, a elevação moral, cultural, intelectual e material da classe, proporcionando aos seus associados e respectivos dependentes, meios de conforto, apoio, assistência, recreação e lazer, defendendo harmonicamente seus interesses;

b) Cooperar, continuamente para a eficiência, honra e grandeza da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas;

c) Promover o intercâmbio social, cultural, desportivo e recreativo, entre os Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Alagoas e demais entidades de interesse social;

d) Promover e manter os laços de amizade e harmonia entre os seus sócios e seus familiares;

e) Sempre que as condições financeiras o permitirem a AMEAL poderá editar um jornal ou uma revista, de caráter exclusivamente recreativo, cultural e publicitário;

f) Sempre que as condições financeiras o permitirem promover para os sócios, diversões recreativas;

g) Representar a classe dos cabos e soldados em reivindicações e anseios junto ao Comandante da Corporação quer da Polícia Militar, quer do Corpo de Bombeiros Militar e demais autoridades;

h) Pleitear dos Poderes constituídos, pelos meios legais, o que for de interesse da classe;

i) Representar seus Associados individual ou coletivamente, judicial ou extrajudicialmente, dentro dos preceitos constitucionais vigentes;

j) Prestar assistência jurídica, médica, odontológica e social, aos seus sócios e dependentes;

k) Prestar assistência aos cabos e soldados de outras corporações militares, quando em visita, inclusive patrocinando, nos limites das possibilidades, a sua estadia.